Reflexões 2: qual é o clima atual para as mulheres políticas no Brasil? A misoginia e o sexismo de Bolsonaro e seus seguidores foram seriamente abordados? O Brasil está pronto para uma nova Dilma Rousseff?
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De acordo com o Thiago Salomão:
Adesivo com Dilma sendo “penetrada” por bomba levanta a questão: isso é protesto?
De acordo com Chatgpt:
O cenário atual para as mulheres na política brasileira é marcado por avanços institucionais importantes, mas também por desafios persistentes relacionados à misoginia, violência política e sub-representação.
Avanços institucionais e simbólicos.
Desde 2023, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem adotado medidas significativas para promover a igualdade de gênero. O país conta com o maior número de ministras mulheres da história, incluindo Cida Gonçalves (Ministra das Mulheres) e Anielle Franco (Ministra da Igualdade Racial). Além disso, foi criado o Ministério das Mulheres e instituído o Dia Marielle Franco Contra a Violência Política por Raça e Gênero, em homenagem à vereadora assassinada em 2018.
A Lei 14.611/2023, que garante igualdade salarial entre homens e mulheres nas mesmas funções, também representa um avanço significativo.
Persistência da misoginia e violência política.
Apesar dos avanços, a misoginia e a violência política de gênero continuam sendo problemas graves. Estudos indicam que mais de 98% das candidatas nas eleições municipais recentes sofreram algum tipo de violência política, principalmente ataques nas redes sociais.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, houve um aumento nos discursos misóginos e na desvalorização das pautas femininas. Políticas de proteção às mulheres foram enfraquecidas, e houve cortes significativos em programas de combate à violência de gênero.
Além disso, a violência online contra candidatas mulheres tem sido uma ferramenta de intimidação, levando muitas a reduzirem sua presença digital e, consequentemente, sua visibilidade política.
Representatividade ainda limitada.
A representatividade feminina na política brasileira permanece baixa. Mulheres ocupam apenas cerca de 17% das cadeiras no Congresso Nacional, e mulheres negras representam apenas 2%, apesar de constituírem 28% da população.
Dilma Rousseff, primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil, destacou que, embora sua eleição tenha sido um marco, a presença feminina em cargos políticos ainda é insuficiente, especialmente em níveis municipais e estaduais.
O Brasil está pronto para uma nova Dilma?
A sociedade brasileira tem mostrado sinais de mudança, com maior conscientização sobre a importância da participação feminina na política. Movimentos como o #EleNão, liderado por mulheres, demonstram a capacidade de mobilização e resistência contra o machismo e a misoginia.
No entanto, para que o Brasil esteja verdadeiramente pronto para eleger uma nova mulher à presidência, é necessário enfrentar os desafios estruturais que limitam a participação feminina, como a violência política de gênero, a desigualdade econômica e a sub-representação nos partidos políticos.
Em resumo, embora haja avanços e uma crescente mobilização social em favor da igualdade de gênero na política, ainda há um longo caminho a percorrer para que as mulheres tenham plena participação e representação no cenário político brasileiro.
Fiquei desapontado com a falta de vontade de Lula em apoiá-la ainda mais. Esse conflito tem a ver principalmente com as receitas do petróleo, o poder da Petrobas e a eleição que se aproxima. Mas também tem a ver com a narrativa concorrente de Silva em apoio à sustentabilidade planetária e local, que Lula aparentemente quer, mas talvez não muito rapidamente. E há ainda a questão de definir a misoginia de forma mais ampla do que simplesmente odiar ou abusar das mulheres. A misoginia comunicada e empregada aqui não é contra Marina como pessoa, mas sobre a narrativa da Mãe Terra – que se opõe ao classicismo sexista e racista. Aos olhos de seus oponentes, Marina representa um obstáculo que deve ser removido por qualquer meio possível, seja ridicularizando-a por ser uma mulher negra estúpida que não entende o mundo como os homens, seja encontrando motivos para pressioná-la a deixar o cargo. O desafio para os brasileiros, e especialmente para as mulheres brasileiras e as mulheres de cor, está resumido na personagem Silva e em sua narrativa concorrente. Se líderes como Silva forem continuamente derrotados, o Brasil e suas mulheres continuarão lutando para alcançar a verdadeira emancipação.

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